Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

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Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

O jejum que agrada a Deus


Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (MT 6:16-18)

jejum

O Jejum, à semelhança de outras disciplinas espirituais, não é um instrumento de barganha com Deus. Deve ser praticado como uma devoção, fruto do modo de ser piedoso do discípulo de Jesus Cristo.
Para alguns o jejum tem perdido a sua importância. Precisamos reafirmar a necessidade de se jejuar, tanto quanto precisamos da oração ou do gesto altruísta de socorrer o necessitado.

Richard Foster comenta:
O ensino de Jesus sobre o jejum estava diretamente no contexto de seu ensino sobre dar e orar. É como se houvesse uma quase inconsciente suposição de que dar, orar e jejuar eram todos parte da devoção Cristã. Não temos maior razão para excluir do ensino o jejum do que o temos para excluir o dar e o orar (Foster 1995; 69-70).

Afinal, qual é o benefício do jejum? Se Deus não se beneficia do jejum, se não o praticamos para que os outros vejam, qual é, então, sua utilidade prática? Nas Sagradas Escrituras (Sl 139) Ele nos revela a sua onisciência. Ele conhece a nossa vida antes mesmo que ela viesse a existir. Deus sabe quando jejuamos, se estamos jejuando de fato, por quebrantamento e contrição, ou se é por legalismo ou, quem sabe, por orgulho e presunção diante das pessoas. Na verdade, nós é que não sabemos nem conhecemos nossas motivações, pois, como diz o profeta Jeremias, “enganoso é o coração, quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

Precisamos de um diagnóstico mais realista sobre nós mesmos. O jejum pode servir como elemento material que nos ajuda a desvendar cenários da alma, que muitas vezes não conseguimos decifrar de outra maneira. Quando jejuamos por arrependimento estamos dizendo a nós mesmos, pela “penitência”, o quanto é sincero o gesto de nossa alma. Por isso, o judeu tentava exteriorizar o seu profundo desgosto com o pecado adicionando ao ato do jejum cinzas sobre o corpo e vestimentas rudimentares (pano de saco). Desse modo o jejum vai exercendo esse papel de nos expor diante de Deus e de nós mesmos.
Sendo assim, um dos aspectos do jejum que precisamos levar em consideração é esse seu papel de publicar uma profunda perda, uma tristeza, ou quebrantamento diante de Deus. Renunciar ao alimento, coisa tão básica para a vida, pode ser uma forma de dizermos para nós mesmos o quanto estamos dispostos, interiormente, no firme propósito de nossa incondicional entrega e dependência exclusiva de Deus.

Pastor Rolando Soto