Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

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Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

Pai, se possível, afasta de mim este cálice


A Bíblia nos fala que somos co-participantes dos sofrimentos de Jesus Cristo.

Considerando-se que estejamos interpretando corretamente a ideia do texto, o que poderíamos dizer dos discípulos do século XXI? Em que seriam eles perseguidos? Em geral são homens e mulheres superdotados, fortes, poderosos, alguns literalmente valentes, com uma imagem bem maquiada.

cac2a1liceAlguns seriam consumidos pelo seu próprio engodo com esquemas tão pesados e cheios de engano. Seriam consumidos pela dor do desencanto consigo mesmos, desencanto com o mundo dos desumanos… Caminho também de sofrimento. Pedro fala desse sofrimento causado pelo roubo, negócio de malfeitor ou pela intromissão do indivíduo em negócios de outrem (I Pedro 5:15).

Neste caso a pessoa sofre como consequência do pecado, em virtude de sua própria injustiça, e não por causa da justiça. Sofre, mas não como uma projeção da cruz. Referimo-nos à cruz como projeto de Deus, como terreno de depuração, entrega incondicional e absoluta.

Cenário onde o discípulo encontra-se de mãos vazias despojado de tudo que possa lhe cegar a visão da vida. E assim, plenamente despojado, a cruz traduz-se no reencontro com a vida na sua mais profunda singeleza e essência.

Razão de alegria e realização do discípulo, pela identificação e certeza de parceria nos sofrimentos de Cristo. O apóstolo Pedro ainda diz: “Alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo…” (I Pedro 4:13). Masoquismo? De forma alguma. O discípulo, à semelhança do Mestre, até prefere fugir do sofrimento, mas a favor da vida é capaz de orar: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu beba, faça-se a tua vontade”.

Num mundo de injustiça e crueldade, a dor é algo inevitável para os discípulos de Jesus. Mas ainda assim o discípulo consegue manter-se alegre e exultante, pois a felicidade é a sua virtude e grande o seu galardão.

Alienados da presença de Deus, qualquer ser humano estará desconectado e em desarmonia com a vida e, como desdobramento, na profunda tristeza – fúnebre e desesperada tristeza e dor.

Os que são de Cristo e agem em obediência aos princípios do Evangelho se comportam de modo muito diferente. Eles têm a realidade da morte de Cristo, o amor de Cristo, o ódio ao pecado e a comunhão com Deus para fortalecê-los em momentos de tristeza e dor. A graça renovadora sempre estará presente.

Pr. Rolando Soto