Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

Av. Visconde Jequitinhonha, 2285
Boa Viagem – Recife – PE – Brasil
CEP 51030-021 Fone: (81) 3463.8759

Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

Estou precisando de Óculos


Ouvi uma comparação que me encantou: Deus para nós é como os óculos para os olhos. De cara é tão simples e estranha que até me levou a achar que estaria rebaixando a divindade do nosso Pai eterno nesta comparação, mas ao começar a pensar em que isto implica, descobri que é uma forma muito interessante de entender o nosso relacionamento com Deus a partir de Jesus Cristo.

Nos escritos do Antigo Testamento, podemos enxergar que existe um Deus que criou todas as coisas que está lá no seu alto e sublime trono, e que em determinados momentos (por Ele mesmo escolhidos) manifestava cá entre nós sua presença por uma aparição física que a teologia chama de teofania, ou através da manifestação de um poder sobrenatural sobre alguns seres humanos (também por Ele escolhidos) através do Espírito Santo. Deus chegou até a determinar milimetricamente um cenário físico (tenda do tabernáculo e depois o templo de Salomão) onde estaria demonstrando sua presença cá entre nós, marcando estes momentos com uma nuvem durante o dia e uma coluna de fogo à noite sobre o tabernáculo. Resumindo, era um Deus de lá, que em alguns momentos vinha cá entre nós e até sobre alguns de nós para expressar conosco seu relacionamento e sua glória.

Nos escritos do Novo Testamento, Jesus Cristo apresenta uma nova forma do relacionamento divino-humano: um Deus que não mais está apenas lá, e que não mais aparece cá entre nós em determinados momentos, mas que resolveu fazer em nós sua habitação, sua morada, seu templo permanente. A partir desta nova e eterna aliança, Deus nunca vai estar cá entre nós, ou manifestando sua presença esporadicamente sobre alguns de nós, pois estará sempre em nós e nós nele eternamente. Pensando assim, não tem sentido escolher um lugar específico fora de nós para tornar sagrado pela Sua presença, e agora entendo porque Jesus falou à mulher samaritana que “chegou o tempo em que os verdadeiros adoradores de Deus o adorarão em espírito e em verdade”, não precisando ser em Jerusalém (no templo, como cultuavam os judeus) e nem no monte (como cultuavam os samaritanos), mas em nós mesmos. Deus não é mais um ser que vive lá num trono transcendental, e nem o encontraremos manifestado entre nós, como fez com Abraão, com Jacó e outros personagens do AT. Ele é Deus em nós, e nós, servos nele. Por isto Paulo, diante dos filósofos e pensadores gregos no Areópago, ensinou que “Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, nem tão pouco é servido por mãos de homens e que não está longe de cada um de nós, Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17:24, 25, 27, 28).

Nós somos como olhos que não estão funcionando perfeitamente, pois o pecado nos cegou, e precisamos de Deus para que por Ele estejamos enxergando a verdadeira vida. Mas, o interessante é pensar que os olhos não ficam olhando para os óculos para usufruir dos seus benefícios. Com Deus é assim, ele está em mim, e embora não lhe veja, vejo tudo perfeitamente através dele. Quando estou de óculos as pessoas que se aproximam de mim os veem e sabem que estou usando. Quando ando como Cristo andou, as pessoas veem a Jesus Cristo quando olham para mim, para minha vida. Que este ano que iniciou há poucos dias vivamos a cada minuto refletindo em nossas atitudes a pessoa de Jesus Cristo!

Com amor e graça,
Pr. José Dailson