Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

Av. Visconde Jequitinhonha, 2285
Boa Viagem – Recife – PE – Brasil
CEP 51030-021 Fone: (81) 3463.8759

Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

Viva o Presente

publicado em 21/02/2016

presente-fim-de-anoNos anos 80 foi lançado um filme chamado “De volta para o futuro” que mostrava as viagens pelo tempo de um jovem americano e um cientista maluco. Eles saiam do presente e viajavam para o passado e até para o futuro, porém quando voltavam as coisas estavam mudadas. Sabemos que viajar fisicamente no tempo é pura ficção, mas na complexidade da mente humana muitos fazem constantemente estas viagens mentais o tempo todo.

O que é o sentimento de culpa, senão uma viagem emocional de volta ao passado, ao pecado cometido, às lembranças dos dias maus, e quando voltamos desta viagem brotam no coração os ressentimentos, as mágoas e as tristezas.

O que é a ansiedade senão uma viagem ao futuro, onde antecipamos o que nem sabemos se realmente irá acontecer, e quando voltamos o coração fica cheio de preocupações, de temores, e até o corpo sente os sintomas nocivos. Mas Deus, que nos fez e conhece profundamente nossa mente, tem na sua palavra a orientação para estas “almas viajantes no tempo.”
Para aqueles que estão em Cristo, sua orientação é lembrar que Deus perdoou todos os nossos pecados, que não lembra mais de nenhum deles e que não faz conta daquilo que fizemos ou fomos. Só viaje ao passado para relembrar o que Deus tem feito na tua vida e para verificar quem você era e em quem Deus está te transformando, e assim o glorifique pela obra de Jesus em sua vida e fique em paz!

Com relação ao futuro, o próprio Jesus orientou aos seus discípulos para que não andassem ansiosos por coisa alguma, pois o Pai sabe tudo o que precisamos e por seu amor vai providenciar, então estejamos focando na busca do Reino de Deus e da sua justiça, que ele vai acrescentar o que necessitamos ao seu tempo. Lembre também de que no amanhã você só deve ter uma certeza: de que Deus estará lá contigo, te amando da mesma maneira de hoje e pronto para cumprir as suas promessas na tua vida.

Então, relaxe, viva o presente, aproveite cada um dos 1.440 minutos que a cada dia Deus tem depositado na tua existência com a intenção que que você o glorifique, o adore e o torne conhecido neste mundo através da sua vida!

Com amor e graça,
Pr Dailson

Mergulhando de Cabeça

publicado em 30/01/2015

Certamente você já ouviu falar de alguém que “mergulhou de cabeça” em um relacionamento, em um projeto profissional ou em uma determinada tarefa. Esta expressão tem o sentido de priorização, de intensidade de envolvimento e de comprometimento total com algo ou com alguém. Há determinadas pessoas que agem sempre assim, de forma intensa, de maneira radical com todas as oportunidades que surgem. Mas, será possível “mergulhar de cabeça” em Cristo? É possível viver de forma intensa e radical a caminhada cristã neste mundo?

Consigo ver esta atitude na vida de Paulo de Tarso nos escritos do novo testamento, e uma de suas citações me confirma este mergulho: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gálatas 2:20)” E, segundo este texto, o que caracteriza está maneira intensa de andar com Cristo, de ser um de seus discípulos?

Primeiro: uma consciência correta de que o evangelho verdadeiro passa pela cruz. Isto implica não apenas crê no sacrifício de Jesus, mas deixa-se viver esta experiência em sua própria vida: “Já estou crucificado com Cristo…” Esta é uma postura diária e essencial para se obter os benefícios da obra redentora. E o que crucificar? O nosso EGO, os desejos e paixões carnais que diariamente invadem nossa alma. Só mortificando estas coisas é que experimentaremos um “andar no Espírito.”

Segundo: sair do centro da razão da nossa existência, e deixar Cristo assumir este lugar, pois Paulo deixou claro que “vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim…”  Somos tendenciosos a pensar e agir de tal forma que tudo no mundo gire em redor de nossa vontade, e principalmente nos tempos modernos onde a vida egocêntrica é exaltada e estimulada. Mas isto não combina com o evangelho, pois o primeiro requisito de Jesus para quem quer ser seu discípulo é: “negue-se a si mesmo“. Permitir que Cristo viva em nós e que ele seja a nossa vida é consequência de uma existência que diariamente está crucificada com Cristo, e um passo leva ao outro.

Terceiro: a motivação para tudo isto está na gratidão, pois “…a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim.” Eu dou minha vida a ele porque ele primeiro a deu por mim. Eu o amo acima de todas as coisas porque primeiro ele me amou, mesmo quando eu ainda nem o conhecia. E o céu? Este é um bônus! Uma premiação para aqueles que mergulharam de cabeça em Cristo, se permitindo crucificar com ele naquela cruz e cedendo o trono da sua vida para que Ele governe, tudo isto por gratidão ao seu amor e obra redentora!

Estamos ainda no primeiro mês deste novo ano e o desafio de Deus para nós é que deixemos de nadar na superfície do evangelho e mergulhemos de cabeça naquele que é o autor e consumado da nossa fé!

Com amor e graça,
Pr. Dailson

O que nos atraiu a Cristo?

publicado em 18/01/2015

Em uma de suas pregações gravadas no Youtube, a Dra. Edméia Williams disse algo que me fez parar e refletir: “Eu me entreguei a Cristo pelo que ele já fez, e não pelo que ele irá fazer na minha vida”. Pode até parecer que não, mas há uma enorme diferença entre uma e outra escolha. E quanto a nós, o que nos atraiu a Cristo? A nossa resposta sincera pode estar revelando a qualidade do relacionamento que temos com o filho de Deus, e espero que este texto sirva para reflexão e auto avaliação.

O que Jesus já fez por nós? Segundo o evangelho, ele esvaziou-se de si mesmo, assumindo a forma de homem e habitou entre nós, ele nos mostrou de forma plena quem é Deus, ele nos mostrou a possibilidade de vivenciar o Reino de Deus ainda neste mundo e ele mesmo se ofereceu em sacrifício na cruz para nos justificar pela fé, perdoando nossos pecados, regenerando nosso coração e nos possibilitando a adoção como filhos de Deus, afim de nos tornar acessíveis ao seu Reino. Esta foi a maior prova de amor de Deus para com sua criação, e em Cristo já foi consumada.

Quem é atraído por estas coisas? Somente aqueles que, em algum momento de sua vida, foram tocados pela graça de Deus, reconheceram seus pecados, arrependeram-se e clamaram a Jesus por salvação, que os recebeu e se tornou seu Senhor e Salvador pessoal. Para estas pessoas, o que Jesus já fez lhe basta, e o que vier após isto é bônus, é benção extra! E se nada mais receber do Senhor em sua vida, estarão felizes, pois o melhor de Deus já receberam em Cristo!

Mas há um grupo de pessoas que buscam a igreja, a religião ou um relacionamento com o divino na intenção de obter ganhos em sua vida ou de sair de situações perigosas, buscando soluções “sobrenaturais” para seus problemas. Elas são atraídas pelo que Jesus pode vir a fazer na vida delas, e o que Ele já fez é apenas um detalhe, pois toda a sua obra realizada no passado não exerce muita influência nas suas maneiras de viver. Estes não são convertidos a Cristo, mas convencidos de que Cristo é a solução para suas lutas, e não para os seus pecados.

Quem se aproxima do evangelho nesta intenção, é um sério candidato a se decepcionar com a religião e até com Deus, pois em suas intenções egoístas, quando não recebem do Senhor o que pedem, ficam reclamando e são tentados a deixar o caminho da salvação.

Que o nosso coração esteja consciente de que o melhor de Jesus para nossas vidas já aconteceu, pois ele nos salvou dos nossos pecados! E que isto nos faça viver continuamente agradecidos a Ele, adorando-o sempre em Espírito e em Verdade e colocando o seu Reino como prioridade em nossa tão agitada agenda, sabendo que todas as demais coisas que precisamos nos serão por ele mesmo acrescentadas.

Como amor e graça,
Pr. Dailson

Estou precisando de Óculos

publicado em 11/01/2015

Ouvi uma comparação que me encantou: Deus para nós é como os óculos para os olhos. De cara é tão simples e estranha que até me levou a achar que estaria rebaixando a divindade do nosso Pai eterno nesta comparação, mas ao começar a pensar em que isto implica, descobri que é uma forma muito interessante de entender o nosso relacionamento com Deus a partir de Jesus Cristo.

Nos escritos do Antigo Testamento, podemos enxergar que existe um Deus que criou todas as coisas que está lá no seu alto e sublime trono, e que em determinados momentos (por Ele mesmo escolhidos) manifestava cá entre nós sua presença por uma aparição física que a teologia chama de teofania, ou através da manifestação de um poder sobrenatural sobre alguns seres humanos (também por Ele escolhidos) através do Espírito Santo. Deus chegou até a determinar milimetricamente um cenário físico (tenda do tabernáculo e depois o templo de Salomão) onde estaria demonstrando sua presença cá entre nós, marcando estes momentos com uma nuvem durante o dia e uma coluna de fogo à noite sobre o tabernáculo. Resumindo, era um Deus de lá, que em alguns momentos vinha cá entre nós e até sobre alguns de nós para expressar conosco seu relacionamento e sua glória.

Nos escritos do Novo Testamento, Jesus Cristo apresenta uma nova forma do relacionamento divino-humano: um Deus que não mais está apenas lá, e que não mais aparece cá entre nós em determinados momentos, mas que resolveu fazer em nós sua habitação, sua morada, seu templo permanente. A partir desta nova e eterna aliança, Deus nunca vai estar cá entre nós, ou manifestando sua presença esporadicamente sobre alguns de nós, pois estará sempre em nós e nós nele eternamente. Pensando assim, não tem sentido escolher um lugar específico fora de nós para tornar sagrado pela Sua presença, e agora entendo porque Jesus falou à mulher samaritana que “chegou o tempo em que os verdadeiros adoradores de Deus o adorarão em espírito e em verdade”, não precisando ser em Jerusalém (no templo, como cultuavam os judeus) e nem no monte (como cultuavam os samaritanos), mas em nós mesmos. Deus não é mais um ser que vive lá num trono transcendental, e nem o encontraremos manifestado entre nós, como fez com Abraão, com Jacó e outros personagens do AT. Ele é Deus em nós, e nós, servos nele. Por isto Paulo, diante dos filósofos e pensadores gregos no Areópago, ensinou que “Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, nem tão pouco é servido por mãos de homens e que não está longe de cada um de nós, Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17:24, 25, 27, 28).

Nós somos como olhos que não estão funcionando perfeitamente, pois o pecado nos cegou, e precisamos de Deus para que por Ele estejamos enxergando a verdadeira vida. Mas, o interessante é pensar que os olhos não ficam olhando para os óculos para usufruir dos seus benefícios. Com Deus é assim, ele está em mim, e embora não lhe veja, vejo tudo perfeitamente através dele. Quando estou de óculos as pessoas que se aproximam de mim os veem e sabem que estou usando. Quando ando como Cristo andou, as pessoas veem a Jesus Cristo quando olham para mim, para minha vida. Que este ano que iniciou há poucos dias vivamos a cada minuto refletindo em nossas atitudes a pessoa de Jesus Cristo!

Com amor e graça,
Pr. José Dailson

Como será seu ano novo?

publicado em 4/01/2015

“Pense bem no que você vai fazer, e todos os seus planos darão certo.” (Pv 4:26 NTLH)

Comercialmente falando, o fim do ano é o período em que as empresas devem realizar um balanço financeiro onde estarão avaliando o desempenho do ano que se encerra, a saúde da empresa e as posturas a serem tomadas no próximo ano de acordo com os resultados. Seremos sábios se adotarmos estes mesmos princípios em nossas vidas neste começo de ano.

Há algumas empresas que ao avaliar o seu balanço chegam a uma constatação nada agradável: estão operando no vermelho, e se não houver alguma mudança dali pra frente, estarão destinadas à falência. Há casos ainda piores, onde elas descobrem com os resultados que praticamente já estão falidas, e que é questão de tempo para estourar a bomba, e só um milagre pode fazer mudar o quadro.

Muitas pessoas encontram-se nestas situações em suas vidas, em sua espiritualidade, em seus relacionamentos, seu casamento, suas finanças, e sempre fogem do balanço, se esquivam do enfrentamento da realidade, como se isto afastasse os males do futuro. Viver sem reflexão não é sensato, caminhar sem avaliar a vida não é prudente. Não basta apenas prosseguir, precisamos estar cientes do que estamos fazendo de nossas vidas, e para onde queremos levá-la.

Quero convidar você a um tempo de avaliação, de reflexão e de planejamento. É o momento de responder a algumas perguntas: O que você fez em prol de si mesmo em 2014? O que você fez para as pessoas que ama? O que você fez para Deus? Como está sua saúde física? Como está sua saúde emocional? Tem verificado se não há ressentimentos dentro de seu coração? Como está sua saúde financeira? Como está o convívio com a sua família? Há problemas não tratados? Há crise? Como está a sua saúde espiritual? Há frieza, apatia pelas coisas de Deus? Há pecado oculto? Tais perguntas exigem respostas sinceras, e estas vão necessariamente gerar um diagnóstico. De acordo com este diagnóstico você vai ter condições de repensar a vida para este próximo ano. Não espero que você faça isto agora durante este culto, mas lhe aconselho que aproveite para ter um “tempinho” neste feriado para colocar uma placa de “fechado para balanço”, e abrir a vida diante de Deus nestes primeiros dias do novo ano, refletir, reavaliar e definir um novo planejamento para sua vida com metas e atitudes que irão trazer grandes e boas mudanças para 2015.

Quero apenas dar alguns conselhos à luz da palavra de Deus para te ajudar: primeiro, agradeça a Deus por tudo o que viveu até hoje, afinal “Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco. “(1Ts 5:18) Segundo, pedindo ao Pai que lhe ajude neste balanço existencial, como fez Davi: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende e dirige-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139:23-24 NVI), e terceiro, submeta todos os seus novos planos à vontade e plano de Deus para sua vida, afinal só assim poderemos “…experimentar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus!” (Rm12:2B).

Com amor e graça,
Pr. José Dailson

O Conhecimento de Deus

publicado em 29/01/2014

conhecimentodeus“Já foi dito por alguém que ‘o estudo adequado da humanidade é o próprio homem’. Não me oponho à ideia, mas creio ser igualmente verdadeiro que o estudo correto do eleito de Deus é Deus; o estudo apropriado ao cristão é a divindade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais poderosa filosofia que possa prender a atenção de um filho de Deus é o nome, a natureza, a pessoa, a obra, as ações e a existência do grande Deus, a quem chama Pai.

Nada é melhor para o desenvolvimento da mente que contemplar a divindade. Trata-se de um assunto tão vasto, que todos os nossos pensamentos se perdem em sua imensidão; tão profundo que nosso orgulho desaparece em sua infinitude.

Podemos compreender e aprender muitos outros temas, derivando deles certa satisfação pessoal e pensando enquanto seguimos nosso caminho: ‘Olhe, sou sábio’. Mas quando chegamos a esta ciência superior e descobrimos que nosso fio de prumo não consegue sondar sua profundidade e nossos olhos de águia não podem ver sua altura, nos afastamos pensando que o homem vaidoso pode ser sábio, mas não passa de um potro selvagem, exclamando então solenemente: ‘Nasci ontem e nada sei’. Nenhum tema contemplativo tende a humilhar mais a mente que os pensamentos sobre Deus… Ao mesmo tempo, porém, que este assunto humilha a mente, também a expande.

Aquele que pensa com frequência em Deus terá a mente mais aberta que alguém que apenas caminha penosamente por este estreito globo. […] O melhor estudo para expandir a alma é a ciência de Cristo, e este crucificado, e o conhecimento da divindade na gloriosa trindade. Nada alargará mais o intelecto, nada expandirá mais a alma do homem que a investigação dedicada, cuidadosa e contínua do grande tema da divindade.
Ao mesmo tempo que humilha e expande, este assunto é eminentemente consolador. Na contemplação de Cristo existe um bálsamo para cada ferida; na meditação sobre o Pai, há consolo para todas as tristezas, e na influência do Espírito Santo, alívio para todas as mágoas. Você quer esquecer sua tristeza? Quer livrar-se de seus cuidados? Então, vá, atire-se no mais profundo mar da divindade; perca-se na sua imensidão, e sairá dele completamente descansado, reanimado e revigorado. Não conheço coisa que possa confortar mais a alma, acalmar as ondas da tristeza e da mágoa, pacificar os ventos da provação que a meditação piedosa a respeito da divindade. Para este assunto chamo a atenção de todos nesta manhã.”

C. H. Spurgeon

O Choro pode durar uma noite…

publicado em 16/09/2013

alegriaConsideremos alguns dos caminhos usados por Deus para transformar nosso caráter. Mas se buscássemos conhecer todos os seus caminhos, somente perceberíamos quão pequeno é o nosso conhecimento dele e dos caminhos que prepara para nós.

Aquela perspectiva romântica de que a vida espiritual é um “mar de rosas” precisa ser superada. É importante amadurecer. Por incrível que pareça, as tribulações, aflições da alma devem nos aproximar e não nos afastar de Deus. Aqui é que muitos negligenciam e desperdiçam oportunidades de experimentar o poder da oração. “Está aflito alguém entre vós? Ore” Deixar de orar mediante as aflições é um erro. A negligencia da oração abre a porta para a murmuração. Murmuração é um pacto com a derrota. Esse foi o pecado que condenou toda uma geração do povo de Israel a perecer no deserto.

Aflições funcionam como um chamado para depender de Deus. Mediante as aflições temos a grande oportunidade de crucificar a justiça própria, a auto piedade e outras sutilizas do ego, para levar-nos a uma vida plena com Cristo. Disso emerge o verdadeiro Cristão. A cruz é a ferramenta que esculpe o caráter. A aflição, quando crucificada, exercita a fé, fortalece o espirito e produz comunhão e orações altamente eficazes.

As sagradas escrituras afirmam que dentro de tantas promessas tremendas que Deus nos fez, Jesus Cristo o nosso Senhor varão experimentado em dores inclui as aflições: Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições; mas tem bom animo, eu venci o mundo” (João 16:33). Bom animo e paz coexistindo com as aflições credibiliza a obra de Jesus e a real possibilidade de uma intervenção divina. Esse exercício de fé e piedade transforma o caráter, constrói a vitória e produz um crescimento qualitativo.

A realidade do pecado no mundo é muito cruel; no entanto, o crente tem de lembrar que o consolo vem do Senhor e não de si mesmo, e fazer isso tudo em um espirito de oração e dependência, ou, caso contrário, irá cair, pois ” a ajuda propriamente dita, a assistência e a operação interna do Espirito Santo são necessárias… para produzir cada ato Santo de nossas mentes, vontades; ninguém precisa continuar aflito. É imperativo orar! Em breve, haverá um ambiente de gratidão e louvor, é como o apostolo Thiago prossegue: ” Esta alguém contente? cante louvores”. Esta alguém triste ore.

A oração liga a aflição ao contentamento. Esta é rota da vitória: oração, contentamento e louvor. O salmista garante: “O choro pode durar uma noite; pela manhã; porém, vem o cântico de jubilo” (Sl 30:5). Quando a aflição não termina e o choro persiste deprimindo a vida é sintoma que, de alguma forma, estamos fracassando no nosso relacionamento com Deus.

É possível vivenciar os ensinos de Jesus. Evidentemente, não parece tão simples como estamos expondo. O próprio Jesus passou por momentos cruciais em que precisou orar.

Rev. Rolando Sotto Ruiz

Jerusalém, Jerusalém

publicado em 11/09/2013

“Quando ia chegando, Vendo a cidade, chorou sobre ela”. (Lc 19:41)

jerusalem

Do alto do Monte das oliveiras, Jesus observava Jerusalém. Bem á vista estavam os belíssimos edifícios do templo. Os raios do sol poente iluminavam a brancura de suas paredes de mármore e eram refletidos na torre de ouro e no pináculo. Perante aquele cenário, qualquer um encheria de alegria e admiração o seu coração! Porém outros pensamentos ocuparam a mente de Jesus. Ele chorou sobre ela. Chorava, na realidade, antevendo o que aconteceria com milhares que faziam parte do povo de Deus.

Quando Jesus olhava para Jerusalém, a condenação de toda uma cidade e de toda uma nação era apresentada diante dele. Cristo contemplava o anjo com a espada erguida contra a cidade que durante tanto tempo havia sido a morada de Deus. Lugar que mais tarde seria ocupada pelo general Tito e seu exercito; Ele olhava através do vale para os pátios e recintos sagrados. Com a visão obscurecida pelas lágrimas. Ele via os muros cercados por estrangeiros. Ouvia o tropel do exército preparando-se para a guerra; as vozes de mães e crianças clamando por pão na cidade cercada. Via entregues as chamas o santo templo, os palácios e torres- tudo transformado num monte de ruína

s fumegantes.

A majestade do Céu em prantos! Essa cena mostra quão árdua tarefa é salvar o culpado das consequências de se transgredir a lei de Deus; todas as predições de Cristo sobre a destruição de Jerusalém se cumpriram.

Que ninguém negligencie a lição transmitida pelas palavras de Cristo. Assim como Ele advertiu os discípulos sobre a destruição de Jerusalém, também advertiu o mundo quanto ao dia da destruição final.

O mundo não está mais preparado para aceitar a mensagem para o nosso tempo do que estiveram os judeus. Para receber o aviso do salvador a respeito de Jerusalém. Venha quando vier, o dia do Senhor surpreenderá os incautos.

Correndo a vida sua rotina constante, estando as pessoas envolvidas em prazere
s, projetos e ambições de ganho fácil, estando os líderes religiosos a engrandecer o progresso do mundo; e encontrando-se embalados num falso senso de segurança.

Temos de nos manter vigilantes em oração e estar sempre prontos a seguir as instruções de Deus; firmes e constantes.

Pr. Rolando Sotto Ruiz

Pai, se possível, afasta de mim este cálice

publicado em 11/03/2013

A Bíblia nos fala que somos co-participantes dos sofrimentos de Jesus Cristo.

Considerando-se que estejamos interpretando corretamente a ideia do texto, o que poderíamos dizer dos discípulos do século XXI? Em que seriam eles perseguidos? Em geral são homens e mulheres superdotados, fortes, poderosos, alguns literalmente valentes, com uma imagem bem maquiada.

cac2a1liceAlguns seriam consumidos pelo seu próprio engodo com esquemas tão pesados e cheios de engano. Seriam consumidos pela dor do desencanto consigo mesmos, desencanto com o mundo dos desumanos… Caminho também de sofrimento. Pedro fala desse sofrimento causado pelo roubo, negócio de malfeitor ou pela intromissão do indivíduo em negócios de outrem (I Pedro 5:15).

Neste caso a pessoa sofre como consequência do pecado, em virtude de sua própria injustiça, e não por causa da justiça. Sofre, mas não como uma projeção da cruz. Referimo-nos à cruz como projeto de Deus, como terreno de depuração, entrega incondicional e absoluta.

Cenário onde o discípulo encontra-se de mãos vazias despojado de tudo que possa lhe cegar a visão da vida. E assim, plenamente despojado, a cruz traduz-se no reencontro com a vida na sua mais profunda singeleza e essência.

Razão de alegria e realização do discípulo, pela identificação e certeza de parceria nos sofrimentos de Cristo. O apóstolo Pedro ainda diz: “Alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo…” (I Pedro 4:13). Masoquismo? De forma alguma. O discípulo, à semelhança do Mestre, até prefere fugir do sofrimento, mas a favor da vida é capaz de orar: “Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu beba, faça-se a tua vontade”.

Num mundo de injustiça e crueldade, a dor é algo inevitável para os discípulos de Jesus. Mas ainda assim o discípulo consegue manter-se alegre e exultante, pois a felicidade é a sua virtude e grande o seu galardão.

Alienados da presença de Deus, qualquer ser humano estará desconectado e em desarmonia com a vida e, como desdobramento, na profunda tristeza – fúnebre e desesperada tristeza e dor.

Os que são de Cristo e agem em obediência aos princípios do Evangelho se comportam de modo muito diferente. Eles têm a realidade da morte de Cristo, o amor de Cristo, o ódio ao pecado e a comunhão com Deus para fortalecê-los em momentos de tristeza e dor. A graça renovadora sempre estará presente.

Pr. Rolando Soto

O choro pode durar uma noite;

publicado em 11/03/2013

“Tornaste o meu pranto em regozijo, tiraste o meu cilicio, e me cingiste de alegria. ”
(Salmo 30:11)

Consideremos alguns dos caminhos usados por Deus para transformar nosso caráter. Mas se buscássemos conhecer todos os Seus caminhos, somente perceberíamos quão pequeno é o nosso conhecimento dEle e dos caminhos que prepara para nós. Aquela perspectiva romântica de que a vida espiritual é um “mar de rosas” precisa ser superada. É importante amadurecer. Por incrível que pareça, as tribulações e as aflições da alma devem nos aproximar e não nos afastar de Deus. Aqui é que muitos negligenciam e desperdiçam oportunidades de experimentar o poder da oração.

“Está alguém aflito entre vós? Ore.” Deixar de orar mediante as aflições é um erro. A negligência da oração abre a porta para a murmuração. Murmuração é um pacto com a derrota. Esse foi o pecado que condenou toda uma geração de Israel a perecer no deserto. Aflições funcionam como um chamado para dependermos de Deus. Mediante as aflições temos a grande oportunidade de crucificar a justiça própria, a autopiedade e outras sutilezas do ego, para levar-nos a uma vida plena com Cristo. Disso emerge o verdadeiro Cristão. A cruz é a ferramenta que esculpe o caráter. A aflição, quando crucificada, exercita a fé, fortalece o espírito e produz comunhão e orações altamente eficazes.

Cristo, o nosso Senhor, varão experimentado em dores inclui as aflições: ”Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenham paz. No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo” (Jo 16:33). Bom ânimo e paz coexistindo com as aflições credibiliza a obra de Jesus e a real possibilidade de uma intervenção divina. Esse exercício de fé e piedade transforma o Caráter, constrói a vitória e produz um crescimento qualitativo.

A realidade do pecado no mundo é muito cruel; no entanto, o crente tem de lembrar que o consolo vem de Deus e não de si mesmo, e fazer isso tudo em um espírito de oração e dependência, ou, caso contrário, irá cair. Ninguém precisa continuar aflito. É imperativo orar. Ore! Em breve, haverá um ambiente de gratidão e louvor. É como o apóstolo Thiago prossegue: “Está alguém contente? Cante louvores”. Está alguém triste? Ore.” A oração liga a aflição ao contentamento. Esta é a rota da vitória: Aflição, oração, contentamento e louvor.

O salmista garante: “O choro pode durar uma noite; pela manhã, porém, vem o cântico de júbilo”(salmos 30:5). Quando a aflição não termina e o choro persiste deprimindo a vida é sintoma que, de alguma forma, estamos fracassando no nosso relacionamento com Deus.

É possível vivenciar os ensinos de Jesus. Evidentemente, não parece tão simples como estamos expondo. O próprio Jesus passou por momentos cruciais em que precisou orar.

Pr. Rolando Sotto

O jejum que agrada a Deus

publicado em 22/01/2013

Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto; com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (MT 6:16-18)

jejum

O Jejum, à semelhança de outras disciplinas espirituais, não é um instrumento de barganha com Deus. Deve ser praticado como uma devoção, fruto do modo de ser piedoso do discípulo de Jesus Cristo.
Para alguns o jejum tem perdido a sua importância. Precisamos reafirmar a necessidade de se jejuar, tanto quanto precisamos da oração ou do gesto altruísta de socorrer o necessitado.

Richard Foster comenta:
O ensino de Jesus sobre o jejum estava diretamente no contexto de seu ensino sobre dar e orar. É como se houvesse uma quase inconsciente suposição de que dar, orar e jejuar eram todos parte da devoção Cristã. Não temos maior razão para excluir do ensino o jejum do que o temos para excluir o dar e o orar (Foster 1995; 69-70).

Afinal, qual é o benefício do jejum? Se Deus não se beneficia do jejum, se não o praticamos para que os outros vejam, qual é, então, sua utilidade prática? Nas Sagradas Escrituras (Sl 139) Ele nos revela a sua onisciência. Ele conhece a nossa vida antes mesmo que ela viesse a existir. Deus sabe quando jejuamos, se estamos jejuando de fato, por quebrantamento e contrição, ou se é por legalismo ou, quem sabe, por orgulho e presunção diante das pessoas. Na verdade, nós é que não sabemos nem conhecemos nossas motivações, pois, como diz o profeta Jeremias, “enganoso é o coração, quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9).

Precisamos de um diagnóstico mais realista sobre nós mesmos. O jejum pode servir como elemento material que nos ajuda a desvendar cenários da alma, que muitas vezes não conseguimos decifrar de outra maneira. Quando jejuamos por arrependimento estamos dizendo a nós mesmos, pela “penitência”, o quanto é sincero o gesto de nossa alma. Por isso, o judeu tentava exteriorizar o seu profundo desgosto com o pecado adicionando ao ato do jejum cinzas sobre o corpo e vestimentas rudimentares (pano de saco). Desse modo o jejum vai exercendo esse papel de nos expor diante de Deus e de nós mesmos.
Sendo assim, um dos aspectos do jejum que precisamos levar em consideração é esse seu papel de publicar uma profunda perda, uma tristeza, ou quebrantamento diante de Deus. Renunciar ao alimento, coisa tão básica para a vida, pode ser uma forma de dizermos para nós mesmos o quanto estamos dispostos, interiormente, no firme propósito de nossa incondicional entrega e dependência exclusiva de Deus.

Pastor Rolando Soto

Espiritualidade

publicado em 19/01/2013

“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai celeste.”

“Jesus enfatiza que a justiça do cristão é maior, por ser interior; que o amor cristão é mais amplo, porque inclui os inimigos; e que a oração cristã, por ser sincera e refletida, é mais profunda do que qualquer coisa encontrada na comunidade não cristã” (Stott 1981; 146).

espiritualidadeNo sermão do Monte, Jesus trata cada assunto com a simplicidade que a vida possui; e com isso, talvez mais do que em nenhum outro, consegue dar profundidade singular aos seus ensinamentos. Ele vai lidando no Sermão com temas relevantes e significativos para que a existência humana seja plena, prazerosa, repleta de leveza. Uma dessas bênçãos da vida é o cultivo da espiritualidade pelo exercício da amizade íntima e pessoal com o Pai celestial.

Cada novo ensinamento sobre a espiritualidade e devoção focaliza, não o ato em si mesmo, ou a repercussão que nossos atos tem sobre as pessoas, mas a maneira como o Pai percebe tudo o que somos e fazemos. Os atos dos discípulos que, dependendo da tradução bíblica, são denominados “boas obras”, ” obras de justiça” ou, na versão que estou utilizando, ” a vossa justiça”, devem ser praticados, mas não instrumentalizados para publicidade em benefício pessoal. No texto há um repúdio explícito sobre isso: “Guardai-vos de fazer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles”.

Mas uma vez mais Jesus apela para a ilustração. E, neste caso específico da espiritualidade, ele recorre a gestos (ou práticas religiosas) tidos como os de maior importância em qualquer ciclo religioso: esmolas, oração e jejum. Nas ilustrações Jesus faz referência aos hipócritas. O discípulo não deve fazer publicidade em torno de sua espiritualidade nem superestimar méritos ou métodos.

Pastor Rolando Soto

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