Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

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Boa Viagem – Recife – PE – Brasil
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Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

O Credor Incompassivo

publicado em 19/01/2013

Um credor é simplesmente alguém desviado da responsabilidade Cristã de ser um devedor. O pior dessa condição moral de credores é que ela destrói a compaixão, tornando-nos vítimas da nossa própria “justiça” e dureza de coração.

compassividadeO texto de Mateus 18:23-35 conta uma história que pode e deve ser confrontada por esta declaração de Paulo: “Sou devedor”. A parábola do credor incompassivo. Essa é a terrível história de um homem que perdeu a visão de que era um devedor.

É importante ressaltar que esse ensinamento foi dirigido aos discípulos e não às pessoas incrédulas. Jesus estava respondendo a uma pergunta de Pedro, o futuro líder e apóstolo da Igreja: “Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e hei de perdoar? Até sete?” Mateus 18;21. Podemos tirar desse texto alguns princípios.

1. Esqueceu-se da justiça de Deus:
O reino dos céus pode comparar-se a um certo Rei que quis fazer contas com seus servos“.
Com a mesma medida que usamos para medir, seremos medidos. Nossa sentença sai dos nossos próprios lábios.

2. Esqueceu-se que era um devedor:
Foi-lhe apresentado um que lhe devia“.
A partir do fato bíblico que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” ninguém é melhor ou pior que ninguém, somos todos devedores.

3. Esqueceu-se do valor da sua dívida:
Dez mil talentos
O credor incompassivo devia dez mil talentos enquanto que o seu devedor lhe devia apenas 100 denários. Um talento equivale a 6000 denários, portanto, 10 mil talentos é uma fortuna quase imensurável.

Precisamos nos arrepender dessa terrível transgressão e sair dessa posição iníqua de credores. Que esta possa ser a nossa confissão: “Sou devedor” e não termos jamais uma postura irresponsável e ferina de cobrança.

Foi assim que Jesus terminou a sua vida. Ele pôde dizer “Pai, perdoa-os porque não sabem o que fazem”. Palavras como essas só podem ser ditas da cruz.

Pastor Rolando Soto Ruiz

A Lei do Exemplo

publicado em 15/12/2012

“Ora, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei exemplo, para que, como eu vos fiz façais vós também. Em verdade, em verdade vos digo: Não é o servo maior do que o seu Senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou.”
(Jo 13:14-16)

jesus-exemploJesus quebrou o maior tabu da liderança, demostrando a verdadeira essência de um verdadeiro líder.

No reino espiritual, liderar não é mandar e controlar, mas alterar o comportamento de pessoas, inspirando-as pelo exemplo.

Esse é o espírito de liderança que dá sentido espiritual a qualquer estilo de liderança. Sem um espírito de liderança correto, qualquer que seja o estilo de liderança estará condenado ao insucesso. Esse texto expressa um dos mais relevantes princípios de liderança e missões. Como lideres e enviados, precisamos fazer a mesma coisa que o nosso Senhor fez como enviado do Pai. Ele discipulou os seus discípulos, lavando os seus pés.

Tirando a morte de Jesus, acredito que essa foi a atitude que mais abalou, confrontou e transformou a vida dos discípulos.

Enquanto não aprendermos isso vamos fracassar em reproduzir verdadeiros seguidores de Jesus. Como Ele mesmo disse para Pedro: “Respondendo-lhe Jesus: O que eu faço, tu não o sabes agora; mas depois o entenderás. Tornou-lhe Pedro: nunca me lavarás os pés. Replicou-lhe Jesus: Se eu não te lavar , não tens parte comigo. (Jo 13;7,8).

Aquela atitude de Jesus foi hilariante, mas, por dentro, mexeu o coração dos discípulos. É o valor de uma vida ao serviço do mestre. Entretanto, o que mais me impressiona nesta historia é como poderia alguém que se chama de filho de Deus tomar uma atitude semelhante. Ele exalava uma segurança espiritual que os seus discípulos não conheciam. Agora podemos entender que o melhor lugar para estarmos é no centro da vontade de Deus. Nosso quadro de valores ainda precisa sofrer muitas mudanças.

Pr. Rolando Soto Ruiz

Construindo a casa sobre a Rocha certa

publicado em 12/12/2012

“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, será comparado a um homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha; e cai a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha. E aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, e ela desabou, sendo grande a sua ruína”.

(Mateus 7: 24-27)

casa-rochaO importante não é apenas ser praticante do que se diz. Alguns dizem e praticam, só que dizem e praticam a coisa errada. Ouvir os ensinos de Jesus e praticá-los é fundamental. No Salmo 1, Jesus usa uma analogia para fazer referência aos prudentes e aos tolos. Na semelhança dos dois caminhos, há aqui dois fundamentos.

A linguagem é intencionalmente persuasiva. Os ouvintes são desafiados a fazer uma escolha, a tomar uma decisão. A questão não é escolher entre dois caminhos, pois não existe outro. A questão é: no caminho ou fora dele. Não há outro Jesus! Ou optamos por ele, ou decidimos existir sem ele. Seus ensinamentos são essenciais, e fora deles não há o mínimo de segurança.

A pessoa prudente edifica a casa num lugar seguro e ao mesmo tempo no lugar certo.
O apostolo Tiago constrói um raciocínio semelhante fazendo a seguinte analogia:

” …. se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso, praticante, esse será bem-aventurado no que realizar”. (Tiago 1: 23-25)

Mantenha-se, portanto, vigilante. Seja prudente, revestido de humildade, cauteloso com os falsos profetas. Construa a sua vida sobre o alicerce firme da práxis dos ensinamentos de Jesus Cristo.

Pr. Rolando Soto Ruiz

O Perfume de Cristo

publicado em 12/12/2012

E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior; a qual vem do Senhor, que é o Espírito.
(II Coríntios 3:18)

Ao lermos as palavras escritas pelo Apóstolo Paulo na II Carta aos Coríntios conseguimos ver um poder que é realmente divino:

cheiro-de-cristo Outros poderes são capazes de provocar mudanças no temperamento e nos sentimentos humanos, mas só o poder do Criador transforma a natureza e dá nova natureza. Nada mais é capaz de causar mudanças profundas na alma.

Isto é o que ocorre numa verdadeira conversão. A Escritura se refere à conversão como transformação da natureza. Usa metáforas como “nascer de novo”, “ser nova criatura”, “levantar-se dos mortos”, “ser renovado no espírito e na mente”, “morrer para o mundo e viver para a justiça”, “descartar o velho homem e vestir o novo homem”, “ser enxertado em um novo tronco”, “ter a mente divina plantada no coração”, e assim por diante.

Refletindo essa verdade, o apóstolo exortou os crentes a se transformarem. Ele exortou esses mesmos crentes a despirem-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestirem-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em Justiça e em Santidade.

Os verdadeiros cristãos exalam o perfume de Cristo. No memorável encontro de Moisés com Deus, a face dele não só brilhou enquanto ele estava no monte, mas continuou brilhando depois ao descer para o vale. Permita que a luz do Senhor também brilhe em você.

Pr. Rolando Sotto Ruíz

Amizade e Fé

publicado em 3/10/2012

Provérbios. 18:24b “Existe amigo mais chegado do que um irmão.”

A solidão está em todos os lugares. Muitas pessoas se sentem excluídas e separadas das outras. Estar em uma multidão apenas torna as pessoas mais cientes de seu isolamento. Todos nós precisamos de amigos que estejam por perto para escutar, preocupar-se e oferecer ajuda quando for necessário, nos bons e nos maus momentos. Há uma canção que diz que “amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves dentro do peito”. São palavras de quem conhece o valor de uma amizade.

É o que também está escrito no versículo acima. Só pode ter sido fruto de uma amizade bem preservada. Ouvir testemunhos de cristãos que chegaram a Cristo por intermédio de amigos mostra-nos o valor de uma amizade. Jesus se fez amigo de quem queria ensinar e escolheu os amigos para dar suas últimas instruções. Para Jesus, falar aos doze tudo que o Pai tinha lhe dito era sinal de amizade “Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer.” (João 15:15). Só amigos poderiam resistir ao que viria adiante: sentimento de abandono, medo, tristeza, traição e negação.

As escrituras nos revelam a história de alguns amigos que levaram um outro amigo paralítico até Jesus. Jesus, vendo a fé dos amigos, sentenciou: “Os teus pecados estão perdoados”. Se a história desses amigos terminasse aqui, já seria digna de ser registrada, mas ela continua: além de levar um amigo a ter os pecados perdoados, a amizade e fé daqueles homens lhe trouxe a cura. Esse é o resultado de fé mais amizade. Se a amizade por si só já pode muito, com a fé pode atravessar séculos e nos trazer a mensagem da salvação. Muitas vezes amigos nos levam a Cristo e muitas vezes serão eles os que terão de nos carregar novamente quando precisamos de perdão dos pecados. A fé com amizade traz cura dos males e leva-nos insistentemente a Cristo, ultrapassando nossos obstáculos.

Muitas vezes é preciso ser carregado por amigos, pois de outra forma não veríamos a graça de Deus e a restauração. Amizade digna de ser anunciada a todos e expressada aos nossos amigos. Amizade e fé na vida cristã devem ser inseparáveis: onde há amigos devemos anunciar a fé, e na comunidade em que vivemos a fé, devemos preservar os amigos. Portanto, ter amigos pode ser melhor que ter irmãos, mas o melhor mesmo é quando ambos se juntam.
Que Deus os abençoe.

Pr. Libério Lira

Um gesto de amor

publicado em 30/09/2012

Quando, pois deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens.

Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua esquerda o que faz a tua direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” Mt.2:4

“Jesus enfatiza que a justiça do cristão é maior, por ser interior; que o amor cristão é mais amplo, porque inclui os inimigos; e que a oração cristã, por ser sincera e refletida, é mais profunda do que qualquer coisa encontrada na comunidade não cristã” (STOTT 1981);

Nas Sagradas escrituras Jesus trata cada assunto com a simplicidade que a vida possui; e com isso, talvez mais do que em nenhum outro, consegue dar profundidade singular aos seus ensinamentos. Ele vai lidando com temas relevantes e significativos para que a existência humana seja plena, prazerosa, repleta de leveza. Uma dessas bênçãos da vida é cultivação da espiritualidade pelo exercício de amizade íntima e pessoal com o Pai Celeste.

Cada novo ensinamento sobre a espiritualidade e devoção focaliza, não o ato em si mesmo, ou a repercussão que nossos atos têm sobre as pessoas, mas a maneira como o Pai percebe tudo o que somos e fazemos. Os atos dos discípulos que, dependendo da tradução bíblica, são denominados “Boas obras”, “obras de justiça” ou, em outra versão ‘a vossa justiça’ devem ser praticados, mas não instrumentalizados para publicidade em beneficio pessoal. No texto há um repúdio explícito sobre isso: “Guardai-vos de fazer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles”.

Mais uma vez Jesus apela para a pedagogia da ilustração. E, neste caso específico da espiritualidade, ele recorre a gestos (ou práticas religiosas) tidos como os de maior ilustração. Jesus faz referências aos hipócritas (religiosos que acreditam na magia de seus métodos). O discípulo não deve fazer publicidade em torno de sua espiritualidade nem superestimar méritos ou métodos.

Jesus recomenda que a nossa atuação em favor do pobre seja marcada pela discrição.

Pr. Rolando Soto Ruíz

A Melhor Idade

publicado em 27/09/2012

“Se não permitimos que as experiências da vida nos ensinem e nos façam amadurecer, podemos chegar à velhice do corpo e da alma, sem crescimento, sem beleza.”

Em nossa cultura, velhice é sinônimo de tudo o que as pessoas procuram evitar; velhice está relacionada ao corpo.

A máquina que Deus entreteceu “de forma assombrosamente maravilhosa” vai se desgastando com o passar dos anos. Envelhecer é inevitável, mas amadurecer não.

A maturidade vem da renovação interior, segundo explica o apóstolo Paulo ao dizer que embora nossa casa terrestre se corrompa, nosso ser interior se renova dia a dia, produzindo em nós eterno peso de glória.

O que é maturidade, portanto?

É generosidade. É ser voltado para os outros, buscando oportunidades de servir e ajudar. É discernimento. É aquela percepção intuitiva das coisas do espírito e da alma, que nem sempre os olhos naturais enxergam. É perceber cada aspecto da vida e do mundo pelos olhos de Deus, que criou ambos. É Sabedoria. É dobrar-se voluntariamente, não diante das circunstâncias, mas diante de Deus que está no controle das circunstâncias. É intimidade com Deus, estar de tal modo identificado com sua vontade que nada importa mais que vê-la cumprida.

Francis Schaeffer, grande teólogo do século passado, foi acometido de câncer por volta dos sessenta anos. Quando lhe perguntaram se pediria a Deus que o curasse, respondeu: “a esta altura da minha vida, considero estranhamente impróprio pedir qualquer coisa a Deus. Só quero o que lhe aprouver me dar”.

Essa é a maturidade do varão perfeito, aquele que reflete a imagem de Cristo em sua submissão perfeita à vontade do Pai e na entrega voluntária da própria vida aos propósitos sábios e eternos de Deus.

Maturidade é saber que a eternidade já começou aqui.

Pastor Rolando Soto

Quem, afinal de contas, é esse mestre?

publicado em 24/09/2012

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina; porque ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas”
Mt 7.28-29

Mateus poderia ter simplesmente registrado a grandeza dos ensinos de Jesus. No entanto, observe a sua explícita intenção de denunciar a falibilidade dos ensinos dos escribas e fariseus: “ … ele ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas [ e fariseus]“.

Esta não é uma sentença isolada. Mateus está chamando a atenção para o detalhe de que as multidões estavam atônitas ou maravilhadas com a autoridade dos ensinamentos de Jesus. Havia nele uma singularidade, uma peculiaridade jamais observada em alguém. Era a prática de ensinos certos que dava autoridade ao discurso de Jesus. Mas, tudo indica, Mateus pretende ir mais além – ele provoca nos seus leitores uma espécie de “curiosidade afirmativa” quanto à identidade de quem profere o Sermão do Monte.

John Stott interpreta esta parte do discurso de Mateus centrando a sua atenção na pessoa do Mestre: “O que vamos descobrir é que é impossível construir um muro entre o Jesus do Sermão do Monte e o Jesus do Novo testamento. Em lugar disso, o pregador do Sermão do Monte é o mesmo Jesus sobrenatural, dogmático, divino, que se encontra em outros lugares. Portanto a pergunta principal que se nos impõe, não é o que fazer com estes ensinamentos, mas quem, afinal de contas, é esse mestre? Esta foi certamente a reação daqueles que ouviram o Sermão pregado”. (Stott; 1981; 225). Nos ensinos de Jesus a justiça do discípulo deveria muito exceder a dos escribas e fariseus (Mt 5:20).

Os ensinos de Jesus conduzem os discípulos à libertação de todas as formas de opressão, inclusive do egoísmo, da tentação de criar qualquer expectativa que possa significar reconhecimento e prestígio diante de alguém.

O discípulo é um pobre de espírito, não tem nada a perder, e sendo totalmente despojado, não tem pretensão de ganhar coisa alguma. Sua justiça não se baseia em mérito próprio. Confia exclusivamente na graça de Deus. O ensino de Jesus orienta o discípulo a consolidar sua fé e confiança em Deus, a lidar com a justiça partindo das motivações oriundas da alma. Eram estes detalhes que geravam confiança e apreciação das pessoas pelo Mestre. Sua santidade e sua bondade dependiam exclusivamente dele.

1. A autoridade de Jesus como Mestre
2. A autoridade de Jesus como Cristo
3. A autoridade de Jesus como Senhor
4. A autoridade de Jesus como Salvador
5. A autoridade de Jesus como Juiz
6. A autoridade de Jesus como Filho de Deus
7. A autoridade de Jesus como Deus (Stott, 1981; 225 a 235)

Pr. Rolando Soto Ruíz

Buscando poder na Oração

publicado em 21/09/2012

Grandes homens realizaram maravilhas na força da oração.

Moisés aproximou-se tanto do Senhor que, ao descer do monte, havia um brilho no seu rosto. Daniel preferiu arriscar a própria vida a descuidar da prática da oração. Para ele seria melhor morrer do que viver sem orar.

Jesus Cristo realizou o seu ministério na força da oração. Ele viveu em profunda comunhão com o pai e sua palavra marcou profundamente a história da humanidade e dele foi dito que jamais homem algum havia falado como ele.

Reconhecendo a importância da oração na vida dos seus discípulos, Jesus os ensinou a orar e os estimulou, com a vida e com palavras, à prática da oração: ‘‘Tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mt. 21.22). Jesus Cristo sabia que os discípulos, para pregar a Boa Nova, necessitavam do poder do alto. Por isso ele recomendou-lhes ficar em Jerusalém, até que do alto fossem revestidos do Poder (At 1.4,5).

Na igreja em Jerusalém, o valor da oração foi reconhecido quando os diáconos foram escolhidos para que os apóstolos pudessem se dedicar ao estudo da Palavra e à oração (Luc 24.49); At (6.4). O pregador Estevão orou até na hora da morte: no momento atroz, enquanto estava sendo assassinado, orou pedindo perdão para os seus algozes. O Apóstolo Paulo recomendou “orai sem cessar” (Ts 5.17).

Para permanecermos fiéis devemos priorizar a prática da oração em nossa agenda diária, orando não apenas formal e rotineiramente, mas como a oportunidade gloriosa de estarmos a sós com o Senhor, que nos comissiona a viver e pregar e promete colocar a palavra em nossos lábios.

Será impossível a alguém que não se dispõe a ouvir a voz de Deus poder atuar como seu porta-voz. Para isso precisa conhecer profundamente a pessoa em nome de quem fala. É lamentável que as múltiplas atividades do dia a dia exijam sempre mais tempo, levando-nos a um corre-corre sem fim e, muitas vezes, ao ativismo, sem um tempo expressivo para a oração.

W.E. Entezminger, falando da oração como prática importante e fundamental, declarou:
“Esta comunhão com Deus é tão necessária à vida espiritual quão necessário é o ar à vida material; e toda negligência no manter esta comunhão só pode ser grandemente prejudicial. É ela que faz da religião uma bênção, na proporção que é mantida e cultivada”.

Não importa quão intenso seja o nosso programa e quantas cobranças por mais atividades nos sejam feitas; como servos do Senhor, jamais devemos nos descuidar do tempo para a oração.

Pr. Rolando Soto Ruíz

Paz em Jesus!

publicado em 18/09/2012

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo (…), por intermédio de quem acabamos agora de receber a reconciliação”
(Rm 5:1 e 11)

Andar com Jesus deve ter sido uma experiência encantadora.

O criador do Universo, o provocador das existências; aquele que habita no alto e santo lugar, mas que também habita com o contrito e abatido de espirito.

O criador em forma humana acolhia o gesto de apreciação de toda a natureza. Convidava a que se olhasse para os lírios do campo, as aves povoando o firmamento.

A Presença Dele inebriava o ambiente de beleza incomum. Imagino como se dava a caminhada, desde o lugar de partida até o ponto de chegada.

Fosse numa sinagoga, à beira mar, numa casa de família, numa estrada qualquer ou no alto de uma montanha; enquanto caminhavam podia-se ouvir o barulho de sandálias de couro arrastadas pelo solo, conversas jogadas ao relento, pássaros cantarolando, folhas acariciadas pelo vento ovacionando a passagem do autor da vida.

Não se ouvia na paisagem linguagem, dialeto ou idioma; contudo, a sua voz e da natureza se confundiam como se fossem mensagens gêmeas. A paisagem falava dele, mas…Ele era a própria mensagem.

Jesus, o Príncipe da Paz, preferiu a cruz a apelar para a espada de Pedro, ou mesmo uma legião de anjos para guerrear em seu favor.

O Príncipe da paz sabia que através da cruz reconciliaria consigo o mundo. Pendurado no madeiro, seria o elo de ligação entre os seres humanos e Deus, e das pessoas entre elas mesmas. A cruz era a maneira de construir uma cultura de paz, um modus vivendi vital a todo ser humano.

Na verdade, a mais cruel e desgraçada de todas as guerras é aquela em que as pessoas se constituem inimigas de Deus.

A verdadeira paz é marcada pela intimidade com o pai; homens e mulheres que, de tão amigos de Deus “serão chamados de filhos do Deus Altíssimo”

Pr. Rolando Soto Ruiz

Viva a vida!

publicado em 15/09/2012

As sagradas Escrituras mostram principalmente nos livros dos Salmos e Provérbios uma fé que valoriza a própria existência, a mera alegria de estar vivo. Simplesmente ser – acordar de manhã; comtemplar a glória e a grandeza deste mundo; satisfazer um apetite saudável; experimentar o funcionamento normal do organismo; conversar com os amigos; observar o rosto dos entes queridos – isso já é felicidade bastante, gostar apenas de ser um homem. Ser é um grande privilégio, mesmo que a pessoa seja incapaz de pensamentos profundos ou grandes realizações.

Todos nós somos tão inquietos que nunca conseguimos descansar. Não olhamos para dentro mais  do que para fora, não deixamos os olhos pousarem na natureza, bem como no homem. Para sermos felizes, precisamos possuir um sentido de ser, sempre sabendo que fazemos parte de um mundo maravilhoso, refletindo sobre a alegria de existir, física, mental e emocionalmente, meditando sobre a grandeza do universo que foi criado por Deus, maravilhando-nos ante a magia da natureza e da alma humana.

Conheço criaturas que desenvolveram a arte da meditação. Quando outros estão tentando “achar algo para fazer” nas horas vagas, tais indivíduos encontram felicidade sentando-se sozinhos em um parque, para admirar as árvores e ouvir o canto dos pássaros, ou em dar longos passeios, regalando-se ao sol e ao vento.

Isto significa mais do que estar simplesmente vivo. É saborear plenamente a essência da vida, o existir. É uma comunhão com Deus.

Ser é a experiência total, o verdadeiro fundamento de uma vida feliz é a comunhão com o pai das luzes. É a ” sintonia perfeita” entre o íntimo do individuo e o criador de todas as coisas; o verdadeiro fundamento de uma vida feliz e plena.

Tudo nos leva ao fato que desejamos enfatizar, de que o segredo de uma vida feliz consiste em reservar tempo para viver. A vida é uma arte e para se ter sucesso em qualquer arte é preciso saber distinguir entre a verdade e a imitação é só ficar contente com a excelência da qualidade. O fato trágico é que muitas pessoas se contentam com a imitação da vida, quando poderiam com a mesma facilidade obter a genuína.

Em “The Barrets of Wimpole street”, Elizabeth Barret Browning protesta sensatamente: “o que me assusta é que os homens se contentam com aquilo que não é vida em absoluto”. Ela está certa quanto a muitos de nós. Atravessamos apressadamente dias inquietantes, precipitados e ansiosos e chamamos isso de vida, achamos que se capturamos uma emoção ocasional de vez em quando, isso é vida. Contudo, no fundo do coração, sabemos que a verdadeira vida é melhor do que isso; é uma grande e maravilhosa experiência com DEUS.

Pr. Rolando Soto Ruiz

A lenda das três árvores

publicado em 15/09/2012

Havia no alto de uma montanha três árvores que sonhavam com o que seriam depois de grandes. A primeira, olhando as estrelas, disse: “Eu quero ser o baú mais precioso do mundo, cheio de tesouros”. A segunda, olhando o riacho suspirou: “Eu quero ser um navio grande para transportar reis e rainhas”. A terceira olhou para o vale e disse: “Eu quero ficar aqui no alto da montanha e crescer tanto para que as pessoas, ao olharem para mim, levantem os olhos e pensem em Deus.

Muitos anos se passaram até que, certo dia, três lenhadores cortaram as árvores. Elas estavam ansiosas em serem transformadas naquilo que sonhavam, mas os lenhadores não costumavam ouvir ou entender sonhos. Que pena!

A primeira árvore acabou sendo transformada em um cocho de animais, coberto de feno. A segunda virou um simples barco de pesca, carregando pessoas e peixes todos os dias. A terceira foi cortada em grossas vigas e colocada num depósito. Então todas perguntaram desiludidas e tristes: por que tudo isso?

Uma bela noite, cheia de luz e estrelas, uma jovem mulher colocou seu bebê recém-nascido naquele cocho de animais. De repente, a primeira árvore percebeu que continha o maior tesouro do mundo. A segunda árvore transportou um homem que terminou dormindo no barco, mas quando a tempestade quase o afundou, o homem levantou-se e disse: Paz! Num relance a segunda árvore entendeu que estava transportando o Rei do céu e da terra. Tempos mais tarde, numa sexta-feira, a terceira árvore espantou-se quando as suas toras foram cortadas e as vigas foram unidas em forma de cruz e um homem foi pregado nela. Logo, sentiu-se horrível e cruel. Mas, no domingo seguinte, o mundo vibrou de alegria. E a terceira árvore percebeu que nela havia sido pregado um homem para salvação da humanidade e que as pessoas sempre se lembrariam de Deus e de seu Filho ao olharem para ela.

Talvez você hoje esteja passando por uma situação que não esperava, ou quem sabe tudo que sonhou ainda não aconteceu. As coisas simplesmente tomaram um rumo oposto ao que você desejava. E você se pergunta: por que disso tudo? Apenas creia que Deus está no controle da sua vida, confie Nele, pois um dia você entenderá o porquê das coisas aparentemente não terem dado certo!

E lembre-se: Os sonhos de Deus são melhores que os nossos!

“Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração
Humano aquilo que Deus tem preparado para aqueles que O amam.”
1 Coríntios 2:9

(Autor Desconhecido)

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