Igreja do Nazareno
em Boa Viagem

Av. Visconde Jequitinhonha, 2285
Boa Viagem – Recife – PE – Brasil
CEP 51030-021 Fone: (81) 3463.8759

Nosso propósito é proclamar o evangelho no poder do Espírito Santo, levando pessoas
a Cristo para que sejam salvas, santificadas, curadas e libertas, gerando famílias fortes
e restauradas, edificando assim uma igreja santa, adoradora, acolhedora, alegre,
evangelística e missionária.

Deserto, lugar de intimidade com Deus

publicado em 15/09/2012

Depois, viramo-nos, e caminhamos ao deserto, caminho do mar Vermelho,
como o Senhor me tinha dito, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir.

Deuteronômio 2:1

Narrada no livro de Êxodo, a experiência do povo de Israel no deserto nos permite refletir.

O nosso deserto não é normalmente o Saara ou o Gobi, ou mesmo o grande interior australiano. Nosso deserto é o espaço para refletirmos sobre nossos sonhos desfeitos, a alienação que nenhum toque pode conectar até mesmo entre pessoas que se amam, a incerteza sem rastros acerca do amanhã e a experiência da escuridão interior. Ali, Deus nos chama para Si, não a partir de nossa utilidade, mas a partir de nós mesmos.

Quando dizemos sim para Deus, Ele então nos leva para o deserto. Não há direções definidas, nada sistemático, nenhuma proposta concreta, nenhum projeto mirabolante, mas somente a promessa do não ter medo de ser. É a entrega total. É a docilidade, qualquer que seja o custo. É a divina companhia.

Passamos então a reconhecer que o grande Presente que o deserto nos dá é a oração. O deserto é lugar do silêncio diante de Deus, onde a quietude faz com que o coração perceba a sua presença mais próxima que a nossa respiração.

É nesse silêncio que escutamos Deus falando através de sua palavra. A experiência do deserto não é apenas um ambiente para o estoicismo. Ela é o lugar da intimidade com Deus. Ele é um tabernáculo reflexivo, onde é possível ver coisas à luz da eternidade e, portanto, em suas verdadeiras proporções. Ele é a remoção da agitação, do alvoroço e da velocidade, para que as coisas sejam vistas na quietude.

A vida do deserto tem um modo de reduzir as necessidades àquilo que é realmente essencial, como água, alimento e abrigo. No deserto, a sós com Deus, descobrimos que Ele é suficiente para satisfazer todas as necessidades. No entanto, uma jornada para dentro do deserto requer um guia, no caso de nos perdermos. Precisamos de direcionamento, a fim de não sucumbirmos diante de sua sequidão de desencorajamento e de derrota. Do mesmo modo, nossa jornada espiritual.

Glória a Deus! Temos o Espírito Santo como nosso Guia Supremo. Confie Nele, esteja atento a sua companhia. Você começará a ver coisas extraordinárias acontecerem em sua vida.

Quando nossas possibilidades se esgotam, as de Deus estão apenas começando.

Pr. Rolando Soto Ruiz

Modelo de Igreja

publicado em 10/04/2012

“Conheço as tuas obras – eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar”
Apocalipse. 3:8

Filadélfia significa lugar de fraternidade. É chamada de “igreja de portas abertas”. Aquela que tem sensibilidade para ouvir a voz de Deus, assimilar o que Deus quer e manter-se no caminho.

Historicamente abrange um período que vai de 1750 até os reavivamentos. Neste período, o conde de Zinzedorf criou um movimento chamado de morávios cujos integrantes tinham um zelo muito grande com a Palavra, mesmo quando os efeitos da Reforma já estavam em total deterioração.

A Igreja de Filadélfia representa essa igreja, chamada de “igreja de portas abertas”. Jesus se manifestou a essa igreja de acordo com a qualidade da Palavra. Para Filadélfia, ele diz: “Eu sou Santo, o Verdadeiro, Aquele que tem a chave de Davi; que abre e ninguém fechará, e que fecha ninguém abrirá (Apocalipse 3:7).

Deus é santo e verdadeiro; essas duas qualidades do caráter de Deus se manifestam na pessoa de Jesus Cristo. Além de Santo, Jesus é também o Verdadeiro, pois ele é a Verdade.

Ele disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.
Notaram que ele não disse ninguém vai ao Pai, mas vem ao Pai? Ninguém vai a Deus sem Jesus.

Jesus se dirige à Filadélfia como Santo, o Verdadeiro, porque era uma igreja que estava preservando a verdade e a santidade.

A Igreja precisa ter o caráter de Filadélfia.

Em primeiro lugar, deve ser proclamadora, e proclamadora da verdade. Não temos que inserir absolutamente nada no que pregamos e ensinamos. Basta proclamar a verdade do Evangelho. Paulo disse a Timóteo: “Prega a Palavra”.
E o que é a Palavra? A Palavra é a verdade. Jesus disse: “Santifica-os na verdade; a tua Palavra é a verdade” João 17:17.

Em segundo lugar, a igreja deve pregar a santidade de vida. A santidade não é estereótipo. Santo é aquele que anda como Deus deseja. Não está de acordo com o modelo dos homens, mas com o de Deus, que tem coração puro e sua boca fala a verdade, que tem mãos santas.

Santificação é o ato interno de Deus, dentro do coração do homem. Não é você criar um modelo, falar quem é, ou quem não é santo, pois Deus vê o coração e sabe que a ética da vida é mais importante do que a estética. A igreja deve manter-se aberta para a verdade e para a santificação.

Pastor Aguiar Valvassoura
Nazareno Central de Campinas

Segurança do Crente

publicado em 10/04/2012

De todas as afirmações paulinas, a que mais me encanta, é quando já no fim de sua jornada, o apóstolo afirmou: “eu sei em quem tenho crido, e estou bem certo de Ele é poderoso para guardar o meu tesouro o Dia final” 2 Tim. 1:12.

Tivemos uma semana amarga para algumas famílias da igreja. Por duas vezes fomos a cemitérios de duas cidades acompanhar famílias amadas que depositaram na terra os seus maiores tesouros.

Uma delas é família pastoral, dedicados, bi-vocacionais, que entregaram de volta ao Senhor sua filhinha de apenas oito anos, atingida por uma meningite que perdurou por duas semanas até ceifar a linda Mirella.

Seus pais, Leandro e Fabiana, demonstraram uma fé segura. Não ausência de dor e alienação, mas a confiança na soberania de Deus que pode pôr e dispor de todas as coisas, como quer e quando quer.

A outra família, alcançada na última década pelo ministério de nossa igreja, chegaram um a um, até que todos se tornaram parte da família de fé da Igreja Central. Nosso irmão Airton José Nunes, foi batizado, mostrando segura convicção, e por cerca de dez anos tocou o seu contrabaixo, como profissional que era na área musical, sempre com bom espírito e bom humor que possuía.

Ver sua esposa, a irmã Sueli, juntamente com os filhos Luciano, Wagner, Bruno e mesmo o irmão Adriano, que não esteve presente por um sentir profundo amor e respeito ao seu pai, deram-nos a lição de Paulo sobre a segurança do crente.

Eu sei! Sim, precisamos ter uma experiência com Deus que nos dê a segurança da alma no sentido de termos consciência que Deus está no controle. Eu sei em quem tenho crido!

As tempestades da vida são imprevisíveis. Mas, nosso seguro Capitão está no leme. Portanto, sem dúvida, a chegada será segura.

Pr. Aguiar Valvassoura
Nazareno Central de Campinas

Olhar para o Alto

publicado em 10/04/2012

Esta foi a atitude de Davi, quando disse: “Elevo os meus olhos para os montes, de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do Senhor que fez os céus e a terra.” Salmo 121:1,2.

Quando circunstâncias adversas nos sobrevém e parecem que os recursos que dispomos, são insuficientes para as pressões que estão ao nosso redor. Esta atitude do salmista será sempre a melhor resposta frente a dor e o sofrimento.

Costumeiramente olhamos para outros que estejam em condição de nos ajudar; para nós mesmos, buscando alguma força interior; ou para as circunstâncias favoráveis a despontar no horizonte; mas, nem sempre estas direções trazem alguma resposta que tranquilize o nosso coração.

A nossa impotência fica evidente frente diante da grandiosidade dos problemas quando batem a nossa porta.
A tendência humana natural é procurar recursos maiores.

Foi este o sentir de Davi, quando viu-se necessitado. O auxílio maior não está nas fontes tradicionais do mundo que nos cerca.

De onde me virá o socorro?
O salmista lançou seu olhar para além daquilo que seus olhos podiam observar. E confiante afirmou que o socorro vinha do alto, mais alto do que os próprios montes que o cercavam.

O seu socorro vinha do Senhor.
Vem, e sempre virá daquele que habita no alto e santo lugar, do Onipotente.

O segredo da nossa vitória é conseguir olhar para o Altíssimo apesar das circunstâncias adversas, do sofrimento e dos ventos contrários que tentam nos desanimar.

Olhe para o alto e perceba que o Senhor está no Seu alto e sublime trono, controlando todas as coisas, mesmo aquelas, que aos nossos olhos parecem incontroláveis.

Ele é o Senhor, o soberano sobre tudo e sobre todos.  Em Suas mãos está o nosso socorro!

Quando nossos recursos forem insuficientes o Seu poder é maior. Quando nos sentirmos fracos, o Seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza.

Quebrantemo-nos aos pés do Senhor, humilhemo-nos diante dEle, clamemos por Sua graça e voltemos nossos olhos para o alto.

Eleve os teus olhos para o Senhor.

Pastor André Ribeiro
Nazareno Central de Campinas

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